Baixa procura pela vacina contra o HPV motiva ação educativa no Abrigo do Bom Jesus
A procura pela vacina contra o papilomavírus humano (HPV) permanece abaixo do esperado nos postos públicos de saúde, apesar de o imunizante ser uma das principais formas de prevenção de diferentes tipos de câncer. Diante desse cenário, a Fundação Abrigo do Bom Jesus promoveu, no dia 8 de setembro, uma palestra educativa para ampliar o acesso à informação e incentivar a vacinação entre seus 86 colaboradores.
A atividade foi conduzida pela médica ginecologista e obstetra Caroline Lazaroto, professora do curso de Medicina da UNIC. Durante o encontro, ela explicou os principais riscos relacionados ao vírus e apresentou as medidas necessárias para prevenir a infecção e identificar precocemente possíveis alterações.
“O HPV é um vírus muito comum, transmitido principalmente pelo contato sexual. Existem mais de 200 tipos, alguns responsáveis por verrugas genitais e outros associados ao desenvolvimento de câncer. Os tipos de alto risco podem causar alterações celulares que, sem acompanhamento e tratamento adequados, podem evoluir para doenças graves”, explicou Caroline Lazaroto.
Segundo a professora, que esteve acompanhada por um grupo de acadêmicos de medicina, o HPV está relacionado principalmente ao câncer do colo do útero, mas também pode contribuir para o desenvolvimento de câncer de vulva, vagina, ânus, pênis e orofaringe.
“Um dos principais riscos é que a infecção pode permanecer silenciosa, sem provocar sintomas. Por isso, não devemos esperar o aparecimento de sinais para buscar prevenção ou acompanhamento médico”, alertou.
Caroline Lazaroto destacou que a vacinação é a medida mais eficaz para evitar os principais tipos do vírus. Desde 2024, o Sistema Único de Saúde adotou o esquema de dose única da vacina quadrivalente contra o HPV para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, tornando o processo de imunização mais simples e favorecendo a adesão.
“A vacina contra o HPV é segura e altamente eficaz. Ela deve ser aplicada, preferencialmente, antes do início da vida sexual, para garantir proteção antes de um possível contato com o vírus. É fundamental que pais e responsáveis levem as crianças e os adolescentes que fazem parte do público-alvo aos postos de vacinação”, orientou a médica.
A especialista também ressaltou que o uso do preservativo reduz o risco de transmissão, mas não oferece proteção completa, pois o HPV pode estar presente em áreas da pele não cobertas pelo preservativo. A realização periódica do exame preventivo também é essencial.
“O Papanicolau permite identificar precocemente alterações nas células do colo do útero. A vacinação, o uso do preservativo e a realização dos exames preventivos são medidas complementares e indispensáveis para reduzir os riscos”, acrescentou.
Para a presidente da Fundação Abrigo do Bom Jesus, Márcia Antônia Ferreira, a palestra teve como objetivo transformar os participantes em multiplicadores de informações confiáveis.
“A baixa procura pela vacina exige a mobilização de toda a sociedade. Quando orientamos nossos trabalhadores e parceiros, fazemos com que essas informações também cheguem às famílias, especialmente aos pais e responsáveis por crianças e adolescentes”, afirmou.
A palestra integra as ações de educação em saúde desenvolvidas pela Fundação Abrigo do Bom Jesus, com o propósito de fortalecer a prevenção, o autocuidado e a disseminação de informações seguras na comunidade.
Assessoria
