Dia Internacional da Mulher: Arcos Dorados amplia debate sobre “cargas invisíveis” e sustentabilidade das carreiras femininas
Iniciativa conecta saúde mental, corresponsabilidade e políticas estruturais para enfrentar desafios que ainda impactam mulheres dentro e fora do ambiente de trabalho
No Dia Internacional da Mulher, a Arcos Dorados, responsável pela operação do McDonald’s no Brasil, amplia o debate sobre as chamadas “cargas invisíveis” que ainda impactam a trajetória profissional das mulheres. A iniciativa parte do entendimento de que avanços em representatividade são importantes, mas não necessariamente suficientes para eliminar sobrecargas estruturais impostas pela sociedade que afetam a saúde mental, o reconhecimento profissional e a longevidade das carreiras femininas.
Com 56% de sua força de trabalho composta por mulheres, a companhia estruturou suas ações a partir da escuta ativa de suas pessoas colaboradoras e de diagnósticos internos sobre bem-estar e ambiente de trabalho. Esses levantamentos apontaram a importância de ampliar o debate sobre as chamadas “cargas invisíveis” que ainda impactam a trajetória profissional das mulheres. Para a empresa, o conceito de “carga invisível” vai além da divisão desigual de tarefas e responsabilidades familiares. Ele também engloba fatores como o gerenciamento emocional, o estresse causado por atender expectativas de desempenho, desafios sociais e a sensação de desvalorização que ainda afetam mulheres dentro e fora do ambiente corporativo.
“A representatividade das mulheres tem avançado muito nos últimos anos, mas ainda existem responsabilidades que continuam sendo absorvidas de forma desigual pelas mulheres nos diversos meios onde atuam. Quando não compreendemos ou não somos sensíveis a essas dinâmicas, o impacto aparece diretamente na saúde mental e na perenidade das trajetórias profissionais” afirma Fábio Sant’Anna, Diretor de Pessoas e Cultura da Arcos Dorados no Brasil.
Como parte da iniciativa, a companhia promove uma campanha interna que convida as pessoas colaboradoras a refletirem sobre a pergunta: “Que cargas invisíveis nos acostumamos a normalizar?” A ação busca tornar visíveis desafios muitas vezes naturalizados no cotidiano profissional e estimular uma cultura de corresponsabilidade, cooperação e, sobretudo, inclusão entre lideranças, equipes e a organização.
Na prática, essa reflexão também se traduz em iniciativas estruturais da companhia. Entre elas estão trilhas claras de carreira desde as funções operacionais até os cargos de liderança, processos automatizados de avaliação para mitigar vieses inconscientes e políticas voltadas à segurança psicológica e ao bem-estar.
Representatividade com estrutura
A Arcos Dorados encerrou o último ano com avanços consistentes em equidade de gênero. Atualmente, mulheres representam 56% do quadro de colaboradores no Brasil e ocupam 53% das posições de liderança. Nas operações de restaurantes, esse índice chega a 56%. No mesmo período, 55% das promoções realizadas foram concedidas a profissionais do gênero feminino.
Segundo a companhia, os resultados estão associados a políticas estruturadas de desenvolvimento e gestão de pessoas que buscam reduzir barreiras invisíveis ao crescimento profissional.
Corresponsabilidade, cooperação e novos olhares sobre parentalidade
Entre os temas abordados pela companhia está a parentalidade, tratada como uma responsabilidade coletiva e não exclusivamente feminina. A empresa busca estimular a participação ativa de pais em programas de apoio familiar e mantém políticas voltadas à equidade nas trajetórias profissionais, como o pagamento integral de PPR durante a licença-maternidade e o período de amamentação.
“Ampliar a perspectiva de parentalidade como um tema organizacional. É fundamental para enfrentar desigualdades que afetam indireta ou diretamente a carreira das mulheres”, afirma Fábio Sant’Anna
A viabilidade da carreira na prática
Bruna Costa, 28 anos, que atua como Gerente de Plantão, e Ivete Santos, 50 anos, Embaixadora da Experiência do Cliente, ambas em Cuiabá são um exemplo de como iniciativas como essa refletem em oportunidades de crescimento na carreira. Com uma trajetória marcada pelo voluntariado e pela promoção da cultura regional e afro em Mato Grosso, Ivete encontrou no Méqui a flexibilidade e o dinamismo necessários para conciliar sua paixão pelo atendimento ao público com seus planos de retomar ações de impacto social na comunidade. “A ideia de vir para o McDonald’s foi em função da flexibilidade de horário e da cultura dinâmica. Minha forma de atender é focada na satisfação do cliente; gosto de buscar resultados e receber esse feedback direto. Atualmente, estou me aprimorando como embaixadora e sei que é uma grande responsabilidade, pois ainda sou nova na área. Fora do restaurante, dedico-me à minha família e ao planejamento de metas pessoais. Meu grande objetivo é retomar meus projetos sociais com crianças e adolescentes, agregando valor à vida dessas famílias através da estratégia e do acolhimento que também pratico aqui”, destaca Ivete.

Já Bruna, mãe da Rebecca e da Sophia, prestes a completar uma década de dedicação ao Méqui em 2026, iniciou sua jornada como Atendente aos 18 anos e hoje é referência de liderança serena e bem-humorada, conciliando a gestão da equipe com o sonho de cursar Enfermagem. “O McDonald’s é uma empresa excelente para quem deseja construir uma carreira sólida. Oferece oportunidades reais de crescimento, plano de carreira e suporte ao desenvolvimento das pessoas. Entrei aqui muito jovem e aprendi diversas coisas que me tornaram a profissional que sou hoje. Meu objetivo é continuar cuidando das pessoas, algo que já pratico liderando minha equipe com calma e dedicação, e que pretendo levar adiante realizando meu sonho de cursar Enfermagem”, afirma Bruna. Ao colocar a lupa sobre a saúde mental e a corresponsabilidade, a Arcos Dorados projeta ganhos diretos na longevidade das carreiras. Dados da consultoria Filhos no Currículo indicam que o investimento estruturado em programas de parentalidade pode reduzir em até 33% a rotatividade de mulheres no pós-licença, demonstrando que o suporte às famílias e à saúde emocional é, acima de tudo, um investimento na eficiência do próprio negócio.
Assessoria
