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5 sinais práticos para saber se você está vivendo com intenção

Giovanna Andreo, cantora que perdeu a audição, ensina a identificar se você está piloto automático ou se tem clareza das escolhas que faz

Em um mundo acelerado, marcado por excesso de estímulos, compromissos e distrações digitais, muitas pessoas têm a sensação de estar ocupadas, mas nem sempre presentes. A rotina segue em alta velocidade, enquanto decisões importantes são tomadas quase no piloto automático.

Nesse cenário, a ideia de viver com intenção surge como um convite para retomar o controle da própria trajetória. É justamente essa reflexão que conduz o livro “Propósito enCANTA – Uma jornada de reconexão, intenção e resultado“, da musicista e palestrante Giovanna Andreo.

A obra, publicada pela DVS Editora, propõe uma pausa necessária para repensar escolhas, prioridades e o significado real de propósito em um cotidiano cada vez mais acelerado.

A autora parte da própria experiência de vida para mostrar que propósito não é um ideal distante ou um conceito abstrato. Cantora há mais de 20 anos, Giovanna teve relação com a música profundamente transformada em 2014, após o diagnóstico de surdez neurossensorial bilateral progressiva.

A condição, que trouxe limitações físicas e o luto pela perda do controle sobre o amanhã, não a impediu de se adaptar e retomar a confiança para se apresentar em grandes palcos, como o Rock in Rio, em 2022 e 2024.

Mas como saber se estamos, de fato, vivendo com intenção ou apenas reagindo ao que aparece no caminho? A seguir, Giovanna Andreo apresenta alguns sinais que ajudam a identificar quando a vida começa a sair do piloto automático e passa a ser conduzida com mais consciência.

1. Você tem clareza do seu “porquê”

Viver com intenção significa entender a razão real por trás das escolhas que você faz todos os dias, inclusive aquelas aparentemente simples, como acordar para mais uma semana de trabalho.

Quando existe clareza de propósito, as decisões deixam de ser apenas reativas e passam a ter direção. O propósito, nesse caso, não é algo utópico ou distante, mas um orientador concreto de como você enfrenta desafios e reage às adversidades.

2. Você pratica a presença genuína

Embora muitas pessoas se orgulhem de ser multitarefa, a neurociência mostra que o cérebro humano não é capaz de manter múltiplos focos simultaneamente com qualidade.

Viver de forma intencional significa escolher estar inteiro nas experiências e relações. Isso envolve silenciar distrações digitais, desacelerar o ritmo e realmente se conectar com as pessoas e os momentos que importam.

3. Suas prioridades não têm plural

A palavra prioridade vem da ideia de “aquilo que vem antes”. Quando tudo se torna urgente ou importante, nada realmente ocupa o primeiro lugar.

Quem vive com intenção aprende a definir o que é essencial e passa a proteger essas escolhas com mais consciência.

Isso significa parar de adiar encontros, sonhos e momentos significativos sob a justificativa constante da correria.

4. Você não espera o cenário perfeito para ser feliz

Muitas pessoas condicionam a felicidade à resolução completa de todos os problemas: quando o trabalho estabilizar, quando as contas estiverem resolvidas, quando a agenda ficar menos cheia. O problema é que esse momento raramente chega.

Viver com intenção significa permitir-se experimentar alegria e gratidão mesmo durante o processo, equilibrando os inevitáveis “pratinhos” da vida sem adiar o que faz sentido agora.

5. Você assume a responsabilidade pelas próprias escolhas

Outro sinal importante de uma vida intencional é abandonar a postura de vítima das circunstâncias. Quem vive com propósito reconhece que nem sempre pode controlar os acontecimentos, mas pode escolher como reagir a eles.

Essa consciência fortalece a autonomia, amplia a sensação de direção e transforma desafios em oportunidades de aprendizado.

Sobre Giovanna Andreo

Musicista há mais de 20 anos. Graduada em Letras pela Unicamp, atua como palestrante e consultora organizacional com experiência em desenvolvimento humano e de equipes. Convivendo desde 2014 com um quadro progressivo de perda de audição, a autora compartilha uma história potente e provocante focada em propósito e ressignificação traçando paralelos da surdez com a música. 

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